quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Animação e seus dois sentidos

Ontem conheci um mundo um tanto quanto novo pra mim, o da animação
foi dia 28 de outubro dia mundial na animação. E em muitos lugares do mundo rolou, a apresentação da vários curtas, e Bento não ficou de fora. Monkey joy, curta português, foi eleito por mim como o melhor. Mas não posso deixar de comentar do x-coração que é bastante divertido.

Bento é uma cidade que ainda tem muito que melhorar na cultura, entretanto vejo que alguns eventos vêm sendo feito, não sei se esse é um rumo a ser tomado ou são fatos isolados que acontecem, de fato a frase "não tem nada pra fazer" não pode ser retirada das conversas rotineiras.
O que acontece por aqui não é muito divulgado, sendo assim ninguém vai, se ninguém vai nada é feito, é um horrível ciclo vicioso. No Brasil esses ciclos parecem atingir quase tudo que diz respeito a cultura. Como por exemplo os livros, que são caros porque ninguém compra, ninguém compra porque são caros, e vice-versa, eternamente vice-versa.
Que bom que tem um público, por menor que seja, interessado. Que vai aos nos saraus mensais na casa das artes, nas sessões que sempre rolam nos sesc, nos eventos não só daqui como da região, tipo o Rock in Drio de Carlos Barbosa e o festival do rock em Garibaldi. Esses interessantes festivais de música ainda não chegaram a Bento e acho muito difícil, quase impossível que cheguem, falta-nos público de bom gosto.

doa-se!!!


divertido pai paulo.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O fracasso de Outubro-

enquanto os outros meses tiverem 12, 6 ou 7 postagens o mês de Outubro agora no final ganha sua terceira!
Teria inúmeras coisas sobre as quais eu gostaria de falar, e assim que tiver tempo as farei, mas para não esqueçer já adianto, que comentarei sobre o oitavo cd do Oasis. Sobre as bandas boas e brasileiras que atigem sucesso cantando em inglês, e as brasileira e boas que não atingem sucesso, talvez, por não cantarem em inglês.
De fato queria ter mais tempo e também queria dormir mais, nenhum dos dois é possível, na verdade o segundo até pode ser, mas só piora o primeiro: menos tempo ainda, agora eu pretendia já estar dormindo mas sempre antes de dormir (mais cedo, pra ver recupero o descanso perdido) surge algo que me chama a atenção e me segura por mais um tempo acordada: algum livro, alguma conversa, alguma tela, alguma comida.

Quando digo que o tempo voa eu não minto, desde a ultima hora que olhei no relógio já passou meia hora. Assim: Puf! foram-se 30 minutos

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

túnel de palavras,



conclusão: nem toda obra de arte é boa! as vezes os escritos introdutivos/explicativos sejam mais interessantes

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Sarjeta

Hoje passei pela quarta vez pelo mesmo rato morto na rua. É caminho a pé, e como sempre desatenta, olho para o chão e sempre tenho a mesma reação de espanto, nojo e desvio, uma vez o desvio me conduziu a outro rato morto (que só vi aquela vez). Desagradável um defunto no meio do caminho, sem nem lugar de descanso, a beira da calçada do lado de um grande terreno baldio.
Esses encontros são comuns para quem vive no mundo da lua, com um par de fones de ouvido. Caso tivesse mais orgulho, andaria com a cabeça erguida, mas daí pisaria no estropiado, como sempre piso em dejectos.
No centro da cidade - um passo após o outro, quase sempre com um empurrão de pessoas, que não sei como possível com mais pressa que eu. Perco me, ando em linhas tortas de mais.
Por isso, prefiro caminhar em lugares mais vazios, por minha vizinhança, que tem lá seus galpões com operários, mas pelo caminho só encontro um resto do que foi um roedor, ou melhor, só percebo a presença dele. Os trabalhadores cansados e explorados, eu olho, quem sabe sorrio. Mas quem teve seu destino mais triste? O ratinho
que morreu, provavelmente, enveneno em um de suas aventuras, ou o trabalhador preso aos horários rígidos, a rotina desgastante, ao meio dia deprimente? Acabar na sarjeta? Ou passar a vida toda com medo dela?
Não quero ser um rato roto, ou um fabricador dolorido.
Quero ser eu mesma, neste mundo sofrido, colorido e divertido, que escreve sobre ratos mortos, caminhos tortos, desagradáveis encontros, de um cotidiano ainda simples, desta vida que pra tanta gente é triste.