quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Satisfeita.

só uma vontadade de escrever
falar que o dia tá bonito, meu humor tá bom e a vida segue feliz
com dor nos olhos de cansaço acho, mas feliz
ouvindo Bob dylan (I want you, a melhor)
Ontem fiz aula de dança na academia
e o fim de semana promete ser de cão, com palestra na ufrgs sábado e enem no domingo.
nova utilidade pra esse sitio, na verdade acho que é a utilidade da idéia original- fazer disso uma espécie de diário
vontadade de ser verão logo, pq essa mudança de temperatura tá acabando com minha saúde.
aah, e tenho que comentar da "companhia" do rubem alves esses dias -li a educação dos sentidos- dele

domingo, 17 de agosto de 2008

se va, se va, se fue.

Algunas veces, mejor no preguntar,
por una vez que algo sale bien,
si todo empieza y todo tiene un final,
hay que pensar que la tristeza también

se va,
se va,
se fue...

-Jorge drexler

sábado, 16 de agosto de 2008

Amaria.

"te amo e não consigo viver sem você"
tudo é tão clichê
O amor é o ridículo, e também o usado, o passado, repassado no presente e no futuro
O amor igual que todo mundo sente
todo mundo se expressa igual, todo mundo mente?
como é possível 1 bilhão de pessoas fazer a mesma declaração, escrever a mesma canção
tanta gente, que pensa diferente
que quando fala de amor, não parece uma multidão, e sim uma só, um só coração
sempre alguém vai amar uma Maria
sempre alguém vai amar um João
ninguém explica, ninguém entende
como 1 bilhão de gente diz a mesma coisa pra outro 1 bilhão de gente.
quisera eu amar uma Leonor, para chamá-la de meu amor, não uma Maria nem um João
eu amaria amar uma Leonor
amaria amar um amor, amaria amar sem dor.
a Maria: um amor sem dor, para João resta paixão e para leonor a vontadade de amaria.

Bom dia, sábado!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

"saudações a quem tem coragem"

aos que tão aqui pra qualquer viagem
não fique esperando a vida passar tão rápido
a felicidade é um estado imaginário

não penso
em tudo que já fiz
e não esqueço
de quem um dia amei
desprezo
os dias cinzentos
eu aproveito pra sonhar enquanto é tempo

- Pense e dance - Barão vermelho

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Stairway to heaven!

Porque o Led Zeppelin me faz ouvir uma música de 8 minutos!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Emoção na curva!


Tenho que comentar sobre o teatro BAILEI NA CURVA, que assisti nas férias, sensacional!
que valeu muito a pena, por ser um teatro que te prende, te faz pensar, te faz (praticamente todo tempo durante as duas horas)gargalhar e também pode te faz chorar!

O nome remete a expressão usada na época da ditadura militar, para falar da pessoas que haviam morrido (bailado na curva). Essa peça que já tem 25 anos, conta com 48 personagens, interpretados por oito atores, quatro homens e quatro mulheres, e é uma das mais famosas do teatro gaúcho. Mostra com muito humor a vida e tarjetória de 7 crianças, desde o golpe militar de 64 até o movimento diretas em 84. A peça, que causa choros de tanto rir, ao fim causa um choro de tristeza, emoção, indiganação, por todas vidas perdidas nesses difíceis anos de repressão, e também orgulho de todos esses que lutaram por seus idéais.

Acaba com a leitura desse texto, pela personagem Ana que vira jornalista, e conta a história de seu amigo de infância Pedro.
"Meu amigo Pedro era uma pedra na vida deles
Como um pedaço solto de coragem
Nem bem crescido ainda
Saiu, lutou e morreu
Morreu assim como um corpo arrebentado
Esticado, dividido
Morreu como um afogado, agonizando, torturado
Morreu como seu pai, desaparecido
Mas ninguém esperava que ele fosse re-viver
Ninguém esperava que ele fosse mais que aquele monte de carne e osso
Que sobrou depois de dois dias nas salas escuras
Depois de dois dias de choques, água fria, paulada, perguntas
Ninguém esperava que Pedro fosse de pedra
Que pedra pode estar parada, inerte
Mas pode ser pedra no ar, arremesso, tiro, vidro estilhaçado
Que pedra pode ser raiva na multidão
Pode ser fogo, fome, febre
Pedra pode ser mais
Que carne é mais que pedra
E Pedro é mais que carne
Que não adianta represar os rios se não se pode parar a chuva
Ninguém esperava que seus amigos, irmãos, todos
Todos soubessem de tudo
Mas que ninguém podia fazer nada
Que a diferença entre Pedro e nós
É a mesma de um assaltante de bancos e um batedor de carteiras
Mas o tempo é o melhor dos remédios
E o tempo tudo cura
Mesmo as feridas deixadas por Pedro
Menos as que em seu corpo permaneceram
Depois que ele ficou ali num canto da sala, agonizando
Enquanto seus algozes riam e tomavam café
Mas o que eu quero dizer
É que ninguém esperava que eu- justamente eu - filha da mesma noite
Contasse essa história"

Diga Dalai!

"(Os homens)por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido" (Dalai Lama)

domingo, 3 de agosto de 2008

Retrospectiva!

Dormi na aula, no sofá e no ônibus.
Acordei dormindo, sonhei acordada, não acordei, corri riscos, corri ruas, fui induzida ou não a erros, e deles cometi vários.
Chorei de dor física e emocional, cumpri promessas, omiti verdades.
Fiz muitos exames, sofri no dentista, procurei várias doenças, passei horas em consultórios.
Já faltei aula, fugi da escola, colei na prova, fui mal de matemática.
Joguei carta na praia, e vôlei no bairro, perdi no xadrez me machuquei jogando taco.
Já precisei de silêncio, de ficar sozinha, de um abraço apertado, de uma roupa emprestada de ficar parada.
Adquiri cicatrizes, traumas e medos.
Torci por um time que não era o meu, torci pela felicidade de alguém, mas nunca torci o pé.
Fui fã de Chiquititas, pulei ouvindo músicas, sentei em shows.
Dormi na beira da praia, torrei no sol, congelei indo pra escola no inverno, já pensei estar no inferno.
Não consegui acabar um exagelado, dividi um chiclé, não ofereci comida, reparti tudo que tinha.
Fiz bolha de sabão, fiz bolha no pé, já estourei balão com palito de dente em festa de criança.
Fiz guerra de bexiguinha, de mangueira, já quase morri afogada.
Já rezei por desespero, e neguei acreditar em algo.
Já amei e fui amada, corrigi e fui corrigida, já senti e fiquei ressentida.
Tive ressacas horríveis e cólicas insuportáveis.
Já tropecei na rua, já caí de bunda, esfolei o joelho.
Fiz carta de amor, enrolei em redação, já pulei no colchão.
Fiz montinho, me entupi de docinho, já prometi ter uma alimentação mais saudável, mas acabei desistindo
Tive minhas dúvidas e também algumas certezas incontestáveis e outras duvidosas
Agi por impulso, pensei de mais.
Vivi tudo o que tinha, mas não tudo que tenho, tenho muito, tenho tudo pela frente

sábado, 2 de agosto de 2008

Pasta dental, etc e tal.

Porque a inspiração tem vontade própria e não aparece uma hora que você precisa e sim na hora que ela quer. Principalmente em noites como essas, frias, feias e chuvosas, opa! Acho que peguei pesado, usei 3 dos meus piores “adjetivos” mas não posso negar que tem um certo charme gostoso: coberta, música e palavras. Chuva também pode ser boa, quando se está dentro de casa olhando pela moldura que a janela faz da vida gelada e molhada lá fora, combina com músicas bonitinhas e mais calma.
Poderia até escrever sobre a pasta com que acabei de escovar os dentes, que sem dúvida tem a cor mais feia para um creme dental que já vi, um marrom bem esquisito, e também um gosto meio estranho e salgado, mas menos pior que imaginei quando olhei aquela cor. Mas preciso usar ela para sensibilidade na gengiva, isso mesmo gengivas sensíveis, isso porque só faltava que eu achasse problema nelas. Pois é, existem pessoas que inventam cada coisa, como essa pasta de dente, e como comprar a salvação divina com dinheiro.
Enfim, que não foi disso que vim falar, e sim sobre a vida, no tempo que escovava os dentes além de pensar na nova pasta me veio na cabeça:

Existem coisas que a gente não explica, tem coisas que a gente não entende.
Tem coisas que a gente nunca esquece e tem coisas que a gente nunca lembra.
Por mais que me esforce têm datas que simplesmente fogem da minha cabeça, e também há aquelas que nunca somem.
Talvez eu nunca entenda o sentido da vida ou como funciona a eletricidade, mas continuarei perdendo um tempo pensando sobre isso. Principalmente em noites como essas frias, feias e chuvosas...

O mesmo dia de outro ano.

Quando se tem 16 anos um ano é muito tempo, um mês é muito tempo, até mesmo um dia é (certo que em todas as idades, mas adolescentes mudam mais facilmente) A qualquer minuto tudo pode mudar.
Talvez seja a falta de escolha nas nossas vidas que a torne tão interessantes, nem sempre podemos escolher coisas tão nossas como de quem gostar, ou qual será o cardápio do restaurante para o almoço, e por conseqüência nós precisamos mudar pra nos adaptarmos as novas regras impostas pelo destino, o que faz nossas vidas cheias de surpresas, e por isso quanto mais eu vivo mais eu quero viver.
No tempo de um ano, ocorrem tantas mudanças, para comprovar basta comparar uma foto sua de hoje do mesmo dia do ano passado (lembrando que funciona melhor com pessoas abaixo de 20 e alguns anos; se tira aparelho dentário mudam-se roupas, aumentam a altura, os seios, etc.), não só na foto se muda, mas a cabeça também (assim se espera), até mesmo as idéias da semana passada já parecem ultrapassadas. Imagine se pudesse lembrar exatamente no que estava pensando no dia 01 de agosto do ano passado. Você poderia rir, se comover ou concordar, até mesmo porque não deixou de ser quem era no dia 01 de agosto, pode ter mudado as idéias ou amadurecido elas, o que importa é que se realmente houve mudança é de que esta foi para melhor, porque regredir seria muita falta de sorte, para não dizer outra coisa.

“Dizem que o tempo muda tudo, mas, na verdade, é você que tem de fazer as mudanças.” Andy Warhol