quarta-feira, 24 de setembro de 2008

"Um cantinho um violão" - 50 anos da Bossa Nova

Enquanto na Suécia a seleção brasileira ganhava sua primeira copa do mundo, no Brasil nascia a Bossa Nova, que teve como marco inicial o lançamento do campacto "chega de saudades" de João Gilberto. A crescente industrialização por que possava nosso país despertava um sentimento de esperança, "a promessa de vida no meu coração", como canta Tom Jobim em Águas de março.
As transformações socias por que passavamos refletiram na nossa música. O samba ganhou um novo jeito de ser cantado e tocado, e ganhou o nome de Bossa Nova - suave e minimalista.
Os inúmeros cantores e compositores vanguardistas souberam criar um ritmo com nossa cara, que ficou registrado num legado extraordinário, em músicas como garota de ipanema e aquarela do Brasil e corcovado.
Como afirma Mário de Andrade "só é universal o que é profundamente nacional"- Essa então é nossa Bossa que completa 50 anos. Já não é mais tão nova, nem tão original, o sentimento nacionalista se perdeu, e a esperança daquela época hoje é considerada ingênua.

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