"What's a name?
Todas as amadas chamam-se Maria"
Mário Quintana
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A partida de Maria foi causadora de tamanha dor, que naquela segunda-feira triste o tempo parou, a música parou, meu coração parou. Todo ano, por pelo menos 3 vezes isso acontecia. Maria saudava o maquinista e fugia para uma rua qualquer de Boa Conquista.
Me deixava sem chão, sem música e com o coração que nem mais no meu peito cabia: aumentava de dor
-Ah que saudades de Maria.
Porém quando voltava, nem sequer lembrava de trazer a alegria, na sala as malas deixava e sem sorrir dizia: Bom dia.
Abraçava-a e perguntava: Maria, o que fizestes esses dias?
dessa vez os olhos se enchiam de agonia e com sua fina voz respondia: foi a carta que de Boa Conquista chegou, mamãe pediu e é pra lá que vou. Lá encontro meu pai, meu tio e meu avô levo a alagria que essa cidade me tirou.
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É mais uma segunda-feira fria em que entro na trem e a minha cidade digo: até daqui uns dias.
Levo a carta no bolso, e o casaco mais grosso já está na mão.
Dele nem mais me despeço, prefiro não falar se não lá vem ele recitar um de seus versos. Não vejo poesia onde de lá ele faz um milhão. Não entendo porque fazê-las, por acaso ele acha que elas compram pão?!
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
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